Gleisi articula candidatura ao Senado após conversa com Lula

Gleisi articula candidatura ao Senado após conversa com Lula

🕓 Última atualização em: 17/01/2026 às 08:38

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deve deixar o cargo nos próximos meses para concorrer a uma vaga no Senado Federal pelo Paraná. Integrantes da pasta afirmam que a decisão já foi comunicada internamente e teria sido tomada após conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Atualmente licenciada do mandato de deputada federal, Gleisi pretende disputar o Senado pela terceira vez. Caso a candidatura seja confirmada, a legislação eleitoral determina que a ministra se afaste da função até o dia 4 de abril.

Saída do ministério foi discutida com Lula

Segundo relatos de integrantes da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), a ministra foi incentivada pelo próprio presidente a entrar na disputa. A avaliação no Palácio do Planalto é de que a eleição para o Senado terá papel estratégico na sustentação política do governo nos próximos anos.

Em 2026, dois terços das cadeiras do Senado estarão em disputa, o que tem levado partidos da base e da oposição a acelerar a definição de nomes competitivos nos estados.

Disputa no Paraná e cenário eleitoral

No Paraná, a corrida ao Senado tem sido marcada por vantagem da direita nas pesquisas recentes. Levantamentos indicam que o governador Ratinho Jr. aparece como principal pré-candidato, liderando as intenções de voto. Nomes ligados ao bolsonarismo e a partidos de centro-direita também figuram nas primeiras posições.

Gleisi surge mais atrás nas sondagens, assim como outros representantes do PT no estado. Em cenários alternativos sem Ratinho Jr. — que avalia disputar a Presidência da República —, a petista melhora seu desempenho, mas ainda enfrenta concorrência acirrada.

PT tenta manter força no Senado

Apesar das dificuldades regionais, o PT avalia que o Senado segue sendo um espaço institucional mais favorável ao governo do que a Câmara dos Deputados. A oposição, por sua vez, aposta na renovação das cadeiras para alterar esse equilíbrio a partir da próxima legislatura.

A estratégia do partido inclui lançar candidaturas com projeção nacional e forte vínculo com o governo federal, mesmo em estados considerados adversos eleitoralmente.

Articulações em outros estados

Além do Paraná, lideranças petistas discutem movimentos semelhantes em outras regiões. Recentemente, Gleisi defendeu publicamente a candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao Senado por São Paulo. A expectativa é de que Haddad deixe o ministério antes do prazo legal para se dedicar à campanha.

Outro movimento em análise envolve a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que pode deixar a Rede Sustentabilidade e se filiar ao PT. Ela avalia disputar uma vaga no Senado ou retornar à Câmara dos Deputados.

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