Bandeiras da China, Estados Unidos e Venezuela em frente à sede da ONU durante debate sobre reunião de emergência

China pede reunião de emergência na ONU sobre Venezuela

🕓 Última atualização em: 05/01/2026 às 10:36

A China manifestou nesta segunda-feira (5) apoio à convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para tratar da ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, ocorrida no último sábado (3). A ofensiva resultou na prisão do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e gerou forte repercussão internacional.

Em nota oficial, o governo chinês condenou o ataque e afirmou que a discussão do tema no âmbito da ONU é fundamental para preservar o direito internacional e a estabilidade global.

China critica ação militar e defende papel da ONU

De acordo com a diplomacia chinesa, Pequim apoia que o Conselho de Segurança se reúna de forma urgente para analisar os ataques realizados pelos Estados Unidos em território venezuelano. O país ressaltou que a ONU deve atuar conforme seu mandato, respeitando a Carta das Nações Unidas e os princípios da justiça internacional.

A China também declarou estar disposta a cooperar com a comunidade internacional para defender a soberania dos Estados e evitar precedentes que fragilizem a ordem global.

Xi Jinping cobra respeito ao direito internacional

O presidente da China, Xi Jinping, também se pronunciou sobre o episódio e reforçou a necessidade de respeito aos caminhos de desenvolvimento escolhidos por cada nação. Segundo ele, atos unilaterais e ações de intimidação representam uma ameaça crescente à estabilidade do sistema internacional.

Xi destacou que intervenções militares sem respaldo multilateral contribuem para o enfraquecimento das normas que regem as relações entre os países.

Conselho de Segurança discute crise venezuelana

O Conselho de Segurança da ONU tem uma reunião prevista para a manhã desta segunda-feira para discutir a situação na Venezuela. O pedido de convocação partiu do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, diante do agravamento do cenário político e diplomático na região.

Além dos cinco membros permanentes do Conselho — China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia —, outros países também participam das deliberações neste período.

Participação de países da América Latina

A Colômbia ocupa atualmente a cadeira destinada à América do Sul no Conselho de Segurança. A Somália, que preside o colegiado no mês de janeiro, também possui direito a voto nas decisões.

O Brasil deve solicitar a palavra durante a sessão, conforme informações de bastidores diplomáticos, acompanhando de perto os desdobramentos da crise venezuelana e seus impactos regionais.

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