A China manifestou nesta segunda-feira (5) apoio à convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para tratar da ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, ocorrida no último sábado (3). A ofensiva resultou na prisão do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e gerou forte repercussão internacional.
Em nota oficial, o governo chinês condenou o ataque e afirmou que a discussão do tema no âmbito da ONU é fundamental para preservar o direito internacional e a estabilidade global.
China critica ação militar e defende papel da ONU
De acordo com a diplomacia chinesa, Pequim apoia que o Conselho de Segurança se reúna de forma urgente para analisar os ataques realizados pelos Estados Unidos em território venezuelano. O país ressaltou que a ONU deve atuar conforme seu mandato, respeitando a Carta das Nações Unidas e os princípios da justiça internacional.
A China também declarou estar disposta a cooperar com a comunidade internacional para defender a soberania dos Estados e evitar precedentes que fragilizem a ordem global.
Xi Jinping cobra respeito ao direito internacional
O presidente da China, Xi Jinping, também se pronunciou sobre o episódio e reforçou a necessidade de respeito aos caminhos de desenvolvimento escolhidos por cada nação. Segundo ele, atos unilaterais e ações de intimidação representam uma ameaça crescente à estabilidade do sistema internacional.
Xi destacou que intervenções militares sem respaldo multilateral contribuem para o enfraquecimento das normas que regem as relações entre os países.
Conselho de Segurança discute crise venezuelana
O Conselho de Segurança da ONU tem uma reunião prevista para a manhã desta segunda-feira para discutir a situação na Venezuela. O pedido de convocação partiu do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, diante do agravamento do cenário político e diplomático na região.
Além dos cinco membros permanentes do Conselho — China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia —, outros países também participam das deliberações neste período.
Participação de países da América Latina
A Colômbia ocupa atualmente a cadeira destinada à América do Sul no Conselho de Segurança. A Somália, que preside o colegiado no mês de janeiro, também possui direito a voto nas decisões.
O Brasil deve solicitar a palavra durante a sessão, conforme informações de bastidores diplomáticos, acompanhando de perto os desdobramentos da crise venezuelana e seus impactos regionais.



