Maduro se dirige ao Brasil e pede apoio à Venezuela

Maduro se dirige ao Brasil e pede apoio à Venezuela

🕓 Última atualização em: 05/12/2025 às 09:12

Durante uma transmissão de TV nesta quinta-feira (4), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez um apelo direto aos brasileiros, usando frases em português. O líder venezuelano pediu apoio em manifestações pró-Venezuela e celebrou a união entre os dois países.

Durante o programa, Maduro agradeceu o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) após receber de representantes do grupo um boné. Em seguida, fez a convocação ao público brasileiro:

“A vitória é nossa. Viva o povo do Brasil, viva a união com o povo venezuelano”, declarou o presidente, falando em uma mistura de português com espanhol.
“Povo brasileiro, vamos às ruas apoiar a Venezuela na luta pela paz e soberania. Conto a vocês toda a verdade: queremos paz com independência. Viva o Brasil!”, completou.


Aumento de tensão com os EUA leva Maduro a reforçar segurança

O pedido do presidente ocorre em meio ao aumento da presença militar dos Estados Unidos na região. Nas últimas semanas, o governo Trump intensificou ações no Mar do Caribe e no Pacífico, afirmando combater o tráfico de drogas. Um dos bombardeios mais recentes ocorreu nesta quinta-feira, próximo à costa colombiana.

Washington classifica Maduro como líder do chamado “Cartel de los Soles”, acusação que o governo venezuelano nega. Segundo informações divulgadas pelo The New York Times, a crescente pressão norte-americana teria motivado o chefe do Executivo venezuelano a adotar medidas extras de proteção pessoal.

Fontes próximas ao Palácio de Miraflores relataram ao jornal, sob anonimato, que o clima interno é de alerta permanente. As fontes afirmam que o presidente passou a alternar frequentemente o local onde dorme e também troca de aparelho celular com regularidade para evitar rastreamento.


Segurança reforçada e mudanças na rotina

Ainda de acordo com essas fontes, o governo ampliou a presença de agentes cubanos na proteção de Maduro e destinou oficiais de contraespionagem para unidades estratégicas das Forças Armadas. O presidente também reduziu participações públicas previamente agendadas, substituindo eventos e transmissões ao vivo por aparições inesperadas e mensagens gravadas.

As mudanças teriam começado em setembro, quando embarcações norte-americanas foram deslocadas para áreas próximas ao território venezuelano e passaram a atacar navios supostamente ligados ao tráfico de drogas.

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