Um grave acidente ocorrido no sábado, 20 de setembro de 2025, na SC-157, em Chapecó (Oeste de Santa Catarina), transformou a rotina de uma família inteira em dor, comoção e luta por sobrevivência. A tragédia resultou na morte da pequena Safira, de apenas 8 anos, e deixou os pais, Fabiane Bueno de Lemos (34) e Marcos Maciel (35), gravemente feridos. Mesmo debilitados e hospitalizados, os dois pediram para deixar a unidade de saúde em macas, a fim de se despedir da filha durante o velório realizado no domingo, 21, em Chapecó.
A cena emocionou familiares, amigos, equipe médica e toda a comunidade local, repercutindo fortemente nas redes sociais e na imprensa regional.
O acidente na SC-157
Segundo informações de portais locais como ClicRDC e RCO 100.9 FM, a família retornava para casa, em União da Serra (Nova Itaberaba), quando o carro em que estavam saiu da pista e capotou em um trecho da SC-157. No veículo estavam os pais e os cinco filhos: Samira (10 anos), Eliel (6 anos), Milena (10 meses), Eva (idade não divulgada) e Safira, que não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
A rodovia é considerada um importante eixo de ligação regional, mas enfrenta problemas recorrentes de manutenção e sinalização. Embora ainda não haja laudo oficial sobre as causas do acidente, moradores e lideranças locais têm apontado há anos os riscos de trechos críticos da estrada, especialmente em períodos de chuva ou com tráfego intenso de caminhões.
O estado de saúde da família
- Fabiane e Marcos, os pais de Safira, permanecem internados em Chapecó. Ambos sofreram ferimentos graves e, conforme relatos recentes, tiveram comprometimento motor, sendo necessária a utilização de cadeira de rodas por tempo indeterminado durante a reabilitação.
- Milena, a bebê de apenas 10 meses, sofreu luxação no braço, mas felizmente não apresentou fraturas.
- Samira e Eliel, os outros filhos mais velhos, saíram com ferimentos leves e estão sob os cuidados de avós e parentes próximos, assim como a irmã Eva.
Enquanto os pais lutam pela recuperação física e emocional, os filhos recebem apoio da família ampliada, em meio a uma rede de solidariedade que tem se expandido nos últimos dias.
A despedida que emocionou Chapecó
No domingo, 21 de setembro, o velório de Safira reuniu familiares, vizinhos e moradores de diferentes comunidades da região. O momento mais marcante ocorreu quando os pais foram autorizados a deixar o hospital em macas transportadas por ambulância para se despedirem da filha.
Com movimentos limitados, o casal foi levado até o local do velório e, diante do pequeno caixão, protagonizou uma cena de dor e força que tocou profundamente quem acompanhava. A equipe médica que autorizou a saída destacou que a despedida era considerada parte fundamental do processo de luto e recuperação emocional dos pais.
Imagens e relatos do momento circularam rapidamente pelas redes sociais, reforçando o impacto coletivo da tragédia.
Mobilização social e campanha de apoio
Diante do sofrimento da família e das dificuldades financeiras agravadas pelo acidente, amigos organizaram uma vaquinha solidária online, liderada por Ednei Bianchi (conhecido como Nei). A campanha tem como objetivo custear o sepultamento de Safira, as despesas emergenciais dos sobreviventes e a continuidade do tratamento de Fabiane e Marcos.
Além do apoio financeiro, a comunidade tem se mobilizado com doações de alimentos, fraldas e medicamentos, especialmente pelo fato de Milena ainda estar em fase de amamentação.
A psicóloga Carla Maschio, de Nova Itaberaba, também ofereceu acompanhamento gratuito à família, reforçando a importância do suporte emocional em meio ao trauma. A rede de solidariedade formada entre moradores, igrejas e instituições da região tem garantido que os filhos não fiquem desamparados neste momento.
Repercussão e debate sobre segurança viária
O acidente reacendeu a discussão sobre as condições da SC-157, uma rodovia estratégica para o escoamento agrícola e o deslocamento diário de centenas de famílias. Especialistas e lideranças regionais defendem medidas urgentes para reduzir a ocorrência de tragédias, incluindo:
- Revisão da sinalização vertical e horizontal, para melhor orientação em trechos de risco.
- Manutenção regular dos acostamentos e drenagem da pista, evitando que veículos percam o controle em dias chuvosos.
- Campanhas educativas voltadas à velocidade compatível com o traçado da rodovia.
- Fiscalização mais rigorosa em pontos críticos já mapeados pela Polícia Militar Rodoviária.
- Planos emergenciais de correção imediata, sempre que acidentes graves ocorrerem.
A comoção provocada pelo caso de Safira tem impulsionado moradores e vereadores locais a cobrarem do governo estadual maior atenção às condições da rodovia.
Como ajudar de forma segura
Quem deseja colaborar deve procurar os canais oficiais divulgados pela imprensa regional, como a vaquinha solidária organizada pela família e amigos próximos. É importante desconfiar de links duvidosos em redes sociais, já que campanhas falsas podem se aproveitar da tragédia.
Além de doações financeiras, também é possível contribuir com itens essenciais — alimentos não perecíveis, fraldas, roupas infantis e medicamentos — que podem ser entregues diretamente aos pontos de arrecadação informados pelos organizadores locais.
Uma história de dor, solidariedade e esperança
A morte precoce de Safira representa não apenas uma perda irreparável para a família, mas também um alerta para toda a sociedade sobre os impactos da negligência no trânsito e da falta de investimentos em infraestrutura rodoviária.
A cena dos pais sendo levados em macas para se despedirem da filha ficará marcada na memória coletiva de Chapecó e Nova Itaberaba. Mais do que uma tragédia familiar, o episódio tornou-se símbolo da necessidade de empatia, união comunitária e cobrança por melhorias que podem salvar vidas.
A melhor homenagem a Safira, como destacaram familiares e amigos, é transformar o luto em força para exigir segurança viária e fortalecer a cultura de solidariedade em momentos de crise.



