Quem são os técnicos de enfermagem presos por mortes em hospital do DF

Quem são os técnicos de enfermagem presos por mortes em hospital do DF

🕓 Última atualização em: 19/01/2026 às 18:20

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu três técnicos de enfermagem acusados de assassinar ao menos três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga. O caso, que chocou a capital federal, revela detalhes de extrema frieza e métodos cruéis de execução dentro do ambiente hospitalar.

Os suspeitos foram identificados como Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva.

As vítimas da “Máfia da UTI”

A investigação confirmou a morte de três pessoas com perfis distintos, todos sob cuidados intensivos:

  • João Clemente Pereira (63 anos): Servidor da Caesb.
  • Marcos Moreira (33 anos): Servidor dos Correios.
  • Miranilde Pereira da Silva (75 anos): Professora aposentada.

O “Modus Operandi”: Uso de desinfetante e simulação de socorro

Segundo o delegado Wisllei Salomão, responsável pelo inquérito, os crimes eram cometidos de forma deliberada. Em um dos episódios mais chocantes, um dos técnicos teria utilizado uma seringa para aspirar produto de limpeza (desinfetante) diretamente do quarto e injetá-lo mais de 10 vezes na corrente sanguínea do paciente.

Para despistar a equipe médica e as câmeras, os investigados chegavam a simular manobras de ressuscitação após administrarem as substâncias letais, fingindo que tentavam salvar as vítimas que eles mesmos haviam atacado.

Investigação e falta de motivação

O alerta partiu do próprio Hospital Anchieta, que notou movimentações atípicas e mortes em circunstâncias estranhas, iniciando uma apuração interna antes de acionar as autoridades.

De acordo com a PCDF:

  • Frieza: Ao serem confrontados com as provas, os técnicos não demonstraram arrependimento.
  • Sem motivo aparente: Até o momento, o grupo não revelou o que os motivou a cometer os assassinatos.
  • Indiciamento: Eles responderão por homicídio doloso qualificado, com o agravante de impossibilitar a defesa das vítimas.

Posicionamento das Entidades

O Coren-DF (Conselho Regional de Enfermagem) emitiu nota informando que abriu um processo ético para apurar a conduta dos profissionais. Se as irregularidades forem confirmadas, eles podem ter o registro profissional cassado permanentemente, além das sanções penais.

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