Trump convida Putin para o Conselho da Paz em Gaza

Trump convida Putin para o Conselho da Paz em Gaza

🕓 Última atualização em: 19/01/2026 às 18:13

Em um movimento diplomático surpreendente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou formalmente o líder russo, Vladimir Putin, para integrar o recém-criado Conselho da Paz. O órgão terá a missão estratégica de coordenar a governança e a reconstrução da Faixa de Gaza, devastada por mais de dois anos de conflito entre Israel e Hamas.

A confirmação do convite foi feita nesta segunda-feira (19/01) pelo porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov. Segundo ele, a Rússia está avaliando a proposta por canais diplomáticos e aguarda detalhes técnicos antes de oficializar uma resposta.

Alianças em Expansão: Bielorrússia também é convocada

O convite não se limitou a Moscou. O Ministério das Relações Exteriores da Bielorrússia confirmou que o presidente Alexander Lukashenko, aliado próximo de Putin, também foi chamado para compor o conselho. Em nota oficial, o governo bielorrusso elogiou a iniciativa e demonstrou disposição em assumir um papel na estabilização da região.

Entenda o Plano de Trump para a “Nova Gaza”

O Conselho da Paz é o pilar da segunda fase do plano de paz de Trump, que visa transformar a administração do enclave palestino.

O cronograma do acordo:

  1. Fase 1 (Iniciada em 2025): Focada na libertação de reféns, retirada parcial de tropas israelenses e desarmamento de grupos militantes. O acordo teve mediação de Catar, Egito e Turquia.
  2. Fase 2 (Atual): Implementação de estruturas de governança permanentes e reconstrução econômica sob supervisão internacional.

A Estrutura do Conselho e o “Clube de Investidores”

Presidido pelo próprio Donald Trump, o Conselho da Paz contará com figuras influentes como Jared Kushner, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga.

O modelo de participação desenhado por Washington é inédito:

  • Rotatividade: Líderes de cerca de 15 países (com convites estendidos a 60 nações, incluindo Brasil, Alemanha e Índia) podem participar por até três anos.
  • Assento Permanente: Países que desejarem uma cadeira fixa no órgão devem realizar uma contribuição mínima de US$ 1 bilhão, voltada para o fundo de reconstrução.

Por que isso importa?

A inclusão de Rússia e China (que se abstiveram em votações anteriores na ONU) no projeto de Trump sinaliza uma tentativa de criar um governo de coalizão global para Gaza, reduzindo resistências no Conselho de Segurança e dividindo os custos bilionários da reconstrução.

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