Durante sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), nesta quinta-feira (22/01), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou a criação do Conselho da Paz. A iniciativa visa gerenciar a reconstrução, a segurança e a estabilidade política na Faixa de Gaza após o cessar-fogo entre Israel e Hamas mediado por Washington no último ano.
Críticas ao multilateralismo e foco no diálogo
Em seu discurso de lançamento, Trump não poupou críticas à Organização das Nações Unidas (ONU), afirmando que a entidade subutiliza seu “potencial tremendo”. Apesar das críticas, o líder norte-americano sinalizou uma abertura pragmática, afirmando que o novo conselho manterá diálogos com diversas instituições, inclusive com as Nações Unidas.
“O mundo hoje está mais seguro, rico e pacífico do que estava há um ano. Vamos apagar esse incêndio”, declarou Trump, vinculando a prosperidade global ao sucesso da economia americana.
Como funcionará o Conselho da Paz
O órgão terá um papel de transição, coordenando o financiamento e a articulação política em Gaza em conjunto com uma administração técnica palestina. Confira os principais pontos da proposta:
- Adesão: Pelo menos 25 países já confirmaram participação, incluindo nomes como Israel, Arábia Saudita, Turquia, Hungria e Argentina.
- Financiamento: Países podem aderir gratuitamente por três anos. No entanto, para obter uma cadeira permanente, é exigida uma contribuição de US$ 1 bilhão.
- Escopo: Embora o foco inicial seja o Oriente Médio, o conselho poderá atuar em outros conflitos globais futuramente.
Adesões e Cautela Internacional
A Casa Branca listou uma coalizão diversificada de membros, que vai desde nações do Golfo, como Catar e Emirados Árabes, até parceiros sul-americanos como o Paraguai.
Enquanto aliados tradicionais correm para integrar o grupo, potências como a Rússia demonstram cautela, cobrando detalhes sobre a operacionalização do órgão, e a China reforça sua defesa pelo protagonismo da ONU nos processos de paz.



