Retrato de Nicolás Maduro em perfil, com expressão séria, durante evento oficial, em meio a acusações de narcoterrorismo nos Estados Unidos.

Maduro afirma inocência em processo por narcoterrorismo

🕓 Última atualização em: 05/01/2026 às 15:50

O ex-líder venezuelano Nicolás Maduro declarou-se inocente das acusações criminais que enfrenta na Justiça dos Estados Unidos, incluindo a imputação de narcoterrorismo. A manifestação ocorreu durante audiência realizada em um tribunal federal de Nova York.

Declaração ao juiz e estratégia da defesa

Durante a sessão, Maduro negou todas as acusações diante do juiz Alvin Hellerstein. “Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente”, afirmou o ex-presidente venezuelano ao magistrado.

A defesa de Maduro sustentou que ele teria direito a garantias legais específicas. O advogado Barry J. Pollack argumentou que seu cliente seria chefe de um Estado soberano e, por isso, estaria amparado por privilégios diplomáticos. O defensor também levantou questionamentos sobre a legalidade da operação que resultou na condução de Maduro ao território norte-americano, classificando-a como um “sequestro militar”.

Situação de Cilia Flores e nova audiência

A esposa de Maduro, Cilia Flores, também se declarou inocente das acusações apresentadas pelo Ministério Público dos EUA. “Não culpada. Completamente inocente”, disse ela, por meio de sua defesa.

O advogado Mark Donnelly informou ao tribunal que Flores enfrenta problemas de saúde que exigem acompanhamento médico, incluindo a possibilidade de fratura ou lesão grave nas costelas.

Ao final da audiência, o juiz determinou que Maduro volte a comparecer ao tribunal em 17 de março, data marcada para a próxima etapa do processo.

As acusações apresentadas pela Justiça americana

Maduro e Cilia Flores foram formalmente acusados de quatro crimes pela Justiça federal dos Estados Unidos: conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, além de conspiração para posse dessas armas com finalidade criminosa.

O indiciamento, com cerca de 25 páginas, descreve supostas ações atribuídas ao casal e aponta outros nomes envolvidos, entre eles o filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, conhecido como “Nicolasito”, e o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello.

Governo dos EUA nega conflito militar na Venezuela

Em pronunciamento no Conselho de Segurança da ONU, o embaixador dos Estados Unidos, Mike Waltz, afirmou que a ação contra Maduro não representa um conflito armado.

“Não há guerra na Venezuela. Não estamos ocupando um país. Trata-se de uma operação policial para cumprir acusações legais que existem há décadas”, declarou o diplomata.

Segundo Waltz, provas consideradas “irrefutáveis” serão apresentadas nos tribunais americanos. Ele também questionou a legitimidade política de Maduro, afirmando que o ex-presidente “não é apenas um traficante de drogas indiciado, mas um suposto presidente ilegítimo”.

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