Taça com bebida alcoólica clara servida em ambiente neutro, ilustrando risco de consumo de álcool adulterado com metanol

Nova morte suspeita por metanol eleva alerta sobre intoxicações

🕓 Última atualização em: 06/01/2026 às 07:22

O estado de São Paulo investiga atualmente cinco mortes suspeitas relacionadas à ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. O caso mais recente envolve uma adolescente de 15 anos que morreu após consumir bebida alcoólica durante uma festa de Ano-Novo na zona leste da capital paulista.

Desde o início das notificações, o cenário tem mobilizado autoridades de saúde e segurança pública diante do aumento de registros de intoxicação por essa substância altamente tóxica.

Casos sob investigação no estado

Além da morte da adolescente na capital, outros quatro óbitos seguem em apuração no interior paulista. As ocorrências envolvem um homem de 39 anos em Guariba, um paciente de 31 anos em São José dos Campos e dois homens, de 29 e 38 anos, no município de Cajamar.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, desde 2025 foram confirmados 51 casos de intoxicação por metanol em todo o estado, dos quais 11 evoluíram para óbito.

Distribuição dos óbitos confirmados

Os dados oficiais apontam mortes em diferentes regiões paulistas. Na capital, quatro homens, com idades entre 26 e 54 anos, perderam a vida após consumo de bebidas contaminadas. Em São Bernardo do Campo, foram registrados os óbitos de uma mulher de 30 anos e um homem de 62 anos. Osasco teve três mortes confirmadas, enquanto Jundiaí e Sorocaba registraram um óbito cada.

Na cidade de São Paulo, informações da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, por meio da Covisa, indicam que 211 notificações de intoxicação por metanol foram feitas em 2025. Deste total, 25 casos foram confirmados e cinco resultaram em morte.

Investigações e prisões avançam

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a Polícia Civil de São Paulo, por meio do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), segue investigando toda a cadeia de produção e distribuição de bebidas alcoólicas adulteradas no estado.

Desde os primeiros episódios registrados em setembro do ano passado, 46 pessoas foram presas por envolvimento direto com a falsificação e adulteração de bebidas. Somente em 2025, o número total de prisões chegou a 66.

As operações também resultaram na apreensão de cerca de 140 mil vasilhames, mais de 22 mil garrafas e aproximadamente 481 mil itens usados na falsificação, como rótulos e lacres.

Caso recente envolve adolescente na capital

O caso recente em São Paulo envolve a morte de uma adolescente de 15 anos, Soffia Del Valle, ocorrida após as celebrações de Ano Novo (Janeiro de 2026). A principal suspeita é de intoxicação por metanol — uma substância tóxica frequentemente usada na adulteração de bebidas alcoólicas.

Aqui estão os pontos principais:

Contexto: Este óbito reacendeu o alerta sobre uma crise de bebidas contaminadas com metanol que atingiu o estado de São Paulo entre o final de 2025 e o início de 2026, somando mais de 10 mortes confirmadas.

O Evento: A jovem consumiu gin comprado em uma adega na Zona Leste de São Paulo durante a madrugada do dia 1º de janeiro.

O Socorro: Após retornar para casa, ela foi encontrada inconsciente pela mãe. Foi internada no Hospital Cidade Tiradentes, mas não resistiu e faleceu no dia 3 de janeiro.

A Investigação: A Polícia Civil registrou o caso como morte suspeita. O dono da adega onde a bebida teria sido comprada foi preso preventivamente, e as autoridades investigam se o estabelecimento vendia álcool adulterado.

Riscos do metanol à saúde

De acordo com normas do Ministério da Agricultura e Pecuária, o limite permitido de metanol em bebidas destiladas é extremamente baixo — cerca de 20 miligramas a cada 100 mililitros. Diferente do etanol (álcool comum de bebidas), o metanol é extremamente tóxico. Ao ser ingerido, ele é metabolizado em formaldeído e ácido fórmico, substâncias que atacam o sistema nervoso e podem causar:

Morte súbita.

Cegueira irreversível.

Falência renal.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre setembro e dezembro de 2025, o Brasil registrou 890 notificações relacionadas à suspeita de intoxicação por metanol. Desses casos, 73 foram confirmados e 22 resultaram em óbito.

Autoridades reforçam o alerta para que consumidores evitem bebidas de procedência duvidosa e denunciem estabelecimentos suspeitos.

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