Fachadas das embaixadas dos Estados Unidos e da Venezuela em Brasília com bandeiras hasteadas

Sedes diplomáticas dos EUA e da Venezuela mantêm rotina normal

🕓 Última atualização em: 03/01/2026 às 12:02

As embaixadas dos Estados Unidos e da Venezuela, em Brasília, apresentaram funcionamento regular na manhã deste sábado (3), um dia após a ofensiva militar norte-americana que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

No local, havia apenas funcionários das representações diplomáticas, sem registro de manifestações, protestos ou reforço visível de segurança.

Na embaixada da Venezuela, a bandeira nacional permanecia hasteada normalmente. Apesar do cenário internacional de tensão, não havia qualquer concentração de pessoas ou movimentação fora do padrão até a última atualização desta reportagem.

Também não constavam atos públicos agendados nas proximidades das sedes diplomáticas. Em ocasiões anteriores, como em agosto e outubro de 2025, a embaixada dos Estados Unidos foi alvo de protestos relacionados a temas internacionais, o que não se repetiu neste sábado.

Governo brasileiro convoca reunião de emergência

Enquanto as representações diplomáticas mantinham rotina tranquila, ministros e assessores do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram convocados para uma reunião emergencial no Palácio do Itamaraty.

O encontro tem como objetivo discutir os desdobramentos da ofensiva militar na Venezuela e a captura de Maduro, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Escalada do conflito entre EUA e Venezuela

Os Estados Unidos confirmaram ataques a diferentes regiões do território venezuelano, incluindo Caracas. Trump afirmou que Maduro foi capturado e retirado do país, informação divulgada por meio da rede Truth Social.

Segundo o governo norte-americano, a operação foi conduzida em conjunto com forças de segurança dos EUA. Uma coletiva de imprensa foi anunciada para apresentar detalhes da ação.

A Embaixada dos Estados Unidos em Bogotá informou que acompanha a situação e emitiu alerta para que cidadãos norte-americanos evitem viagens à Venezuela e às áreas de fronteira com Colômbia, Brasil e Guiana.

Reações do governo venezuelano

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou que Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cília Flores, estão desaparecidos e exigiu que os Estados Unidos apresentem provas de vida do presidente.

Em comunicado oficial, o governo venezuelano acusou Washington de promover uma agressão militar contra áreas civis e militares e declarou estado de emergência em todo o país.

Lula condena ataque e pede respeito ao direito internacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem mantido uma postura de defesa enfática do Direito Internacional e do Multilateralismo, utilizando fóruns globais e notas oficiais para condenar ataques que violem a soberania de Estados nacionais ou que ignorem as normas da ONU.

No cenário atual de 2026, essa postura reflete a tentativa do Brasil de se consolidar como um mediador “neutro”, mas rigoroso quanto às regras de convivência global. Aqui estão os pontos fundamentais dessa posição:

1. Defesa da Carta da ONU-Lula argumenta que, sem o respeito à Carta das Nações Unidas, o mundo entra em uma “lei da selva”.

2. O Conceito de “Direito Internacional” para o Governo-Para a diplomacia brasileira atual, o Direito Internacional não deve ser aplicado de forma seletiva. Lula tem criticado o que chama de “padrões duplos”, onde potências ocidentais condenam certas agressões mas ignoram outras.

3. Reformas nas Instituições Globais-Um dos pilares da fala do presidente é que o Direito Internacional está enfraquecido porque o Conselho de Segurança da ONU está obsoleto.

A fala de Lula busca evitar que o Brasil seja arrastado para blocos militares, tentando manter o país como um porto seguro para investimentos e diálogo em um mundo cada vez mais fragmentado.

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