A líder da oposição venezuelana María Corina Machado fez duras críticas à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, ao afirmar que ela exerce papel central em práticas de repressão política, corrupção e violações de direitos humanos no país.
As declarações foram concedidas em entrevista à emissora norte-americana Fox News, em meio ao cenário de transição política após a captura do ex-governante Nicolás Maduro.
Acusações incluem repressão e isolamento internacional
Durante a entrevista, María Corina Machado afirmou que Delcy Rodríguez não reúne condições políticas nem institucionais para liderar um processo de reconstrução democrática na Venezuela. Segundo a opositora, a atual presidente interina seria uma das principais responsáveis por práticas de perseguição política, corrupção sistêmica e vínculos com o narcotráfico — acusações feitas sem apresentação de provas.
Machado também declarou que Rodríguez mantém alinhamento estratégico com países como Rússia, China e Irã, o que, na avaliação da líder opositora, afasta a confiança de investidores internacionais e amplia o isolamento diplomático do país.
Machado diz que pretende retornar à Venezuela
Na mesma entrevista, a líder oposicionista afirmou que pretende retornar à Venezuela assim que considerar seguro e politicamente viável. Ela explicou que passou mais de um ano em condição de clandestinidade por avaliar que, naquele momento, sua atuação era mais eficaz fora do país.
Segundo Machado, a decisão de deixar o território venezuelano teve como objetivo ampliar sua capacidade de articulação internacional e de denúncia da situação política e institucional vivida pela Venezuela. A opositora não revelou sua atual localização.
Delcy Rodríguez assume presidência interina
Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela por um período inicial de 90 dias após a captura de Nicolás Maduro por autoridades dos Estados Unidos. Desde então, tem adotado discurso voltado à normalização das relações diplomáticas com outros países.
Em pronunciamento recente, Rodríguez declarou que pretende estabelecer um diálogo com os Estados Unidos baseado no respeito à soberania, na legalidade internacional e na cooperação econômica, defendendo uma agenda de convivência regional e desenvolvimento compartilhado.
A fala foi interpretada por analistas como uma tentativa de reposicionamento internacional do governo interino em meio à pressão diplomática e às incertezas sobre o futuro político da Venezuela.



