O diagnóstico odontológico está prestes a dar um salto tecnológico histórico. Uma nova modalidade de ressonância magnética dedicada exclusivamente à odontologia, desenvolvida com a liderança de um cientista brasileiro, promete diagnósticos mais precisos, precoces e, acima de tudo, livres de radiação.
A tecnologia, que já recebeu aprovação na Europa e nos Estados Unidos, deve ser apresentada oficialmente no mercado brasileiro ainda em 2026.
O que muda com a Ressonância Magnética Odontológica?
Atualmente, a maioria dos exames de imagem nas clínicas dentárias, como radiografias e tomografias, utiliza radiação ionizante. Embora as doses sejam baixas, o acúmulo ao longo da vida é um ponto de atenção. A nova máquina elimina esse risco.
“A ressonância magnética não utiliza radiação ionizante, o que a torna um método de imagem totalmente seguro para o paciente”, afirma o Dr. Rubens Spin-Neto, professor da Universidade de Aarhus (Dinamarca) e líder da pesquisa.
Além do Osso: O foco nos Tecidos Moles
A grande limitação dos exames tradicionais é o foco em estruturas duras (ossos e dentes). A nova tecnologia permite que o dentista visualize com clareza:
- Inflamações precoces: Identifica problemas antes que causem destruição óssea.
- Tecidos moles: Avalia gengivas, nervos e mucosas de forma detalhada.
- Prevenção: Facilita tratamentos menos invasivos e mais baratos ao detectar doenças em estágios iniciais.
Como é feito o exame?
Diferente das máquinas hospitalares tradicionais, que podem causar claustrofobia por serem grandes e fechadas, este equipamento é compacto e focado na região maxilofacial.
- O paciente acomoda-se em uma estrutura menor e mais leve.
- Uma antena específica capta imagens de alta definição da boca, mandíbula e seios maxilares.
- O processo é mais rápido e confortável que uma ressonância comum.
Desde o início dos estudos em 2021, mais de 500 pacientes participaram dos testes clínicos ao redor do mundo, comprovando a eficácia e o conforto da tecnologia.
Estreia no Brasil e Liderança Científica
A chegada ao Brasil tem um simbolismo especial. O país é referência global em odontologia e, segundo Spin-Neto, os profissionais brasileiros estão bem preparados para adotar a inovação.
Expectativa de Lançamento: O equipamento deve ser lançado oficialmente em um grande congresso da área em São Paulo. Com as aprovações recentes da agência europeia e da FDA (EUA), a expectativa é que a Anvisa siga o mesmo caminho, autorizando a comercialização imediata.
Embora o custo inicial do exame ainda não tenha sido definido para o mercado brasileiro, o pesquisador defende que a tecnologia se paga pela prevenção. “Identificar um problema cedo evita cirurgias complexas e tratamentos caros no futuro”, destaca o especialista.



