Força-tarefa frustra R$ 366,5 milhões em golpes contra o INSS em 2025

Prejuízo milionário ao INSS é evitado por força-tarefa nacional

🕓 Última atualização em: 06/12/2025 às 08:32

As ações de combate a fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) impediram que um prejuízo estimado em R$ 366,5 milhões fosse concretizado ao longo de 2025. Os resultados fazem parte de um relatório preliminar do Ministério da Previdência, que contabiliza operações realizadas até 3 de dezembro.

De acordo com a pasta, 72 operações foram conduzidas no ano pela Força-Tarefa Previdenciária, grupo integrado pelo Ministério da Previdência Social e pela Polícia Federal, responsável por investigar esquemas estruturados de criminalidade envolvendo benefícios previdenciários. Mesmo com a prevenção do rombo milionário, o levantamento aponta um prejuízo acumulado de R$ 299 milhões causado por fraudes já consumadas.


Operações recentes ainda não entraram nas estatísticas oficiais

Duas ações deflagradas na última semana ainda não foram contabilizadas no balanço apresentado. Uma delas é a Operação Hacker SA II, realizada na quinta-feira (4), com o objetivo de desarticular um esquema que contava com participação de um servidor público para obtenção irregular de benefícios.

A investigação identificou 226 concessões fraudulentas, que juntas representaram mais de R$ 10 milhões em danos aos cofres públicos. O grupo envolvido utilizava acessos ilegais aos sistemas internos do INSS para liberar benefícios como pensões por morte, auxílio-reclusão, seguro-desemprego e pensão alimentícia.

Outra ação recente, batizada de Operação Sujeito Oculto, mirou intermediários que apresentavam documentos falsificados para obtenção de benefícios assistenciais. A apuração teve origem em dados da Operação Grife, realizada em fevereiro de 2023 em Pernambuco, além de novas denúncias recebidas posteriormente.


Descontos indevidos em aposentadorias geraram rombo bilionário

Entre os maiores esquemas descobertos em 2025 está o caso revelado pela Operação Sem Desconto, que identificou um sistema nacional de cobranças irregulares de mensalidades associativas em benefícios previdenciários. Entre 2019 e 2024, o golpe movimentou cerca de R$ 6,3 bilhões.

Após a descoberta, o governo suspendeu, em abril deste ano, a cobrança automática de mensalidades de sindicatos e associações em aposentadorias e pensões. Em julho, foi iniciado o programa de restituição dos valores descontados indevidamente.

Até o momento, já foram devolvidos R$ 2,7 bilhões a 3,9 milhões de aposentados e pensionistas, de um total de R$ 3,3 bilhões disponibilizados ao Ministério da Previdência para os pagamentos. O prazo para adesão ao acordo foi estendido até 14 de fevereiro de 2026.

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