Estudante da UnB mata a mãe a facadas e alega "surto"

Estudante da UnB mata a mãe a facadas e alega “surto”

🕓 Última atualização em: 21/01/2026 às 08:40

Crime ocorreu na noite de terça-feira (20) no Polo de Modas. Vinícius de Queiroz Nogueira Dourado, de 23 anos, confessou o assassinato de Maria Elenice à própria avó.

Uma noite que deveria ser de rotina terminou em tragédia para uma família no Polo de Modas do Guará (QE 40), no Distrito Federal. Maria Elenice de Queiroz, de 61 anos, foi assassinada a facadas pelo próprio filho, o estudante de economia da UnB Vinícius de Queiroz Nogueira Dourado, de 23 anos.

O crime chocou os moradores da região pela frieza do agressor e pelo relato devastador da avó do jovem, que presenciou o pós-crime.


O Relato dos Últimos Momentos

De acordo com o depoimento da mãe da vítima (avó do autor), Maria Elenice chegou do trabalho por volta das 20h30. Como fazia habitualmente, deixou seus pertences na sala e seguiu para o quarto do filho para cumprimentá-lo.

Pouco tempo depois, a idosa ouviu gritos vindos do cômodo. Inicialmente, ela pensou tratar-se de crianças brincando nos apartamentos vizinhos, até que Vinícius saiu do quarto e confessou: “Eu matei a minha mãe com uma faca”. Ao ser questionado sobre a motivação, o jovem limitou-se a dizer que teria sofrido um “surto”.

Prisão em Flagrante e Frieza

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), por meio do 4º BPM, foi acionada imediatamente. Ao chegarem no apartamento, os militares encontraram Vinícius sentado calmamente no sofá, demonstrando total apatia diante da situação.

“A polícia subiu e deu de cara com o autor, tranquilo no sofá”, relatou o tenente Ricardo, da PMDF.

Maria Elenice, que era conhecida na comunidade por gerir um espaço da Herbalife no Guará, foi atingida no pescoço. O Corpo de Bombeiros (CBMDF) chegou a prestar socorro, mas a vítima sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu aos ferimentos no local.


Histórico de Depressão e Perfil do Autor

Vinícius é aluno do 5º semestre de Economia na Universidade de Brasília (UnB). Segundo familiares, ele enfrentava um quadro de depressão profunda e apresentava resistência em manter o tratamento medicamentoso.

Apesar do diagnóstico, a avó relatou que o neto nunca havia demonstrado comportamento violento anteriormente. “Era uma pessoa normal. Nunca teve discussão em casa”, lamentou a idosa, ressaltando que o dia do crime parecia ser um dia comum para o jovem.

Investigação

O caso foi registrado e está sob os cuidados da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam). Vinícius permanece preso e deve passar por audiência de custódia nos próximos dias para determinar se responderá ao processo em regime fechado ou se será encaminhado para avaliação psiquiátrica.

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