Macron condena repressão no Irã e manifesta apoio a protestos

Macron condena repressão no Irã e manifesta apoio a protestos

🕓 Última atualização em: 12/01/2026 às 22:23

O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou nesta segunda-feira (12) a repressão promovida pelo governo iraniano contra manifestantes que protestam por direitos civis e liberdade política. Em declaração pública, o líder francês classificou as ações do regime como violência estatal e manifestou solidariedade à população iraniana.

França denuncia violações às liberdades fundamentais

A manifestação de Macron ocorreu por meio de uma publicação na rede social X (antigo Twitter). No texto, o presidente francês afirmou que o respeito às liberdades fundamentais deve ser um princípio universal e condenou a atuação das forças de segurança iranianas contra civis.

“Condeno a violência do Estado que atinge indiscriminadamente mulheres e homens iranianos que, com coragem, exigem o respeito aos seus direitos. As liberdades fundamentais são uma exigência universal”, escreveu Macron.

O posicionamento reforça a pressão internacional sobre o governo liderado pelo aiatolá Ali Khamenei, alvo de críticas crescentes por parte de países ocidentais e organizações de direitos humanos.

Repressão já deixou centenas de mortos, segundo ONG

De acordo com a organização Iran Human Rights (IHR), sediada em Oslo, ao menos 648 manifestantes morreram desde o início da repressão aos protestos, em 28 de dezembro. A entidade ressalta, no entanto, que o número pode ser significativamente maior.

Segundo a IHR, estimativas preliminares indicam que o total de vítimas fatais pode ultrapassar 6 mil pessoas. A confirmação dos dados, porém, é dificultada pelo bloqueio quase total do acesso à internet imposto pelas autoridades iranianas em diferentes períodos.

Divergência nos números e dificuldade de verificação

Outras organizações também monitoram a situação no país. A ONG Hrana, com sede nos Estados Unidos, contabilizou no domingo (11) ao menos 538 mortes, sendo 490 manifestantes e 48 integrantes das forças de segurança. A entidade informou ainda que o número de presos já supera 10 mil pessoas.

Especialistas em direitos humanos avaliam que as cifras divulgadas podem estar subestimadas. Relatórios da ONG de monitoramento digital NetBlocks apontam que restrições severas à internet dificultam a verificação independente das informações que circulam no país.

Protestos continuam apesar da repressão

Mesmo com o aumento da violência estatal, os protestos seguem ocorrendo em diversas regiões do Irã. Segundo a Hrana, manifestações foram registradas em pelo menos 574 locais, distribuídos por 185 cidades nas 31 províncias iranianas.

A continuidade dos atos evidencia a insatisfação popular diante da crise política e econômica enfrentada pelo país, além de ampliar a pressão internacional por respostas do regime iraniano.

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