Nova praia com ondas artificiais chega à capital paulista

Nova praia com ondas artificiais chega à capital paulista

🕓 Última atualização em: 04/12/2025 às 16:04

São Paulo passa a ter, a partir desta quinta-feira (4), a primeira praia de surfe artificial de sua história. O empreendimento, instalado no Real Parque — área nobre do Morumbi, na Zona Sul — funciona como um clube privado de alto padrão, acessível apenas a quem adquirir um título vitalício avaliado em R$ 1,25 milhão, além de mensalidade de R$ 3,3 mil.

A novidade é operada pelo São Paulo Surf Club, complexo construído às margens da Marginal Pinheiros e equipado com uma piscina de 220 metros, capaz de gerar ondas personalizadas com até 22 segundos de duração, mais longas do que as encontradas em grande parte do litoral brasileiro. O ambiente reproduz cenários litorâneos, com areia branca, coqueiros e vista para a Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira — contrastando com o tráfego intenso que passa a poucos metros dali.


Como funciona a praia de surfe artificial

A estrutura utiliza tecnologia PerfectSwell®, desenvolvida pela American Wave Machines e operada com exclusividade pela JHSF no Brasil. Por meio dela, é possível controlar formato, velocidade e altura das ondas por programação digital — recurso já usado no Boa Vista Village, em Porto Feliz.

Antes de entrar na água, iniciantes passam por uma aula introdutória, que inclui noções básicas sobre a prancha, postura ideal, equilíbrio e movimentos de remada e subida. A entrada na piscina é feita em pontos numerados de 1 a 15, cada um com tipo e comportamento de onda específicos.

Instrutores afirmam que o sistema facilita o aprendizado e permite evolução rápida. A profundidade varia e chega a 4 metros, embora a maior parte do tanque seja rasa, exigindo atenção em quedas.


Estrutura e funcionamento

O clube opera de quinta a terça-feira, das 6h às 23h, exclusivamente para membros. O complexo tem seis andares e foi planejado com foco em lazer de alto padrão. Entre os espaços disponíveis estão:

Piscina de ondas artificiais e praia interna
Piscinas externas e raia aquecida de 25 m
Academia completa, pilates e áreas de recuperação muscular
Quadras de tênis, pickleball e squash
Spa, salas de massagem e salão de beleza
Kids club, restaurante, bar e loja própria

Além da área aquática, o clube possui setores dedicados a bem-estar, esporte, gastronomia e serviços, com ambientação semelhante a resorts internacionais.


Residenciais com vista para a praia artificial

O projeto inclui também o São Paulo Surf Club Residences, com previsão de lançamento no primeiro semestre de 2026. As unidades terão de 260 m² a 870 m², com três a quatro suítes, e valor estimado de R$ 45 mil por metro quadrado — o que pode elevar o preço final de um apartamento para cerca de R$ 36 milhões. Os compradores também precisarão adquirir um título para acessar o clube.

Segundo a JHSF, o objetivo é trazer o surfe para a rotina urbana. “É um presente para São Paulo. Agora é possível surfar durante a semana, com constância e sem depender do clima”, declarou o campeão olímpico Ítalo Ferreira durante a pré-estreia do espaço.

A poucos metros de uma das vias mais movimentadas do país, passará a ser possível ver moradores e executivos trocando o mar pelo concreto, mas com ondas perfeitas — calculadas por algoritmo.

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