Um alto oficial das Forças Armadas da Rússia perdeu a vida nesta segunda-feira (22) em um ataque com explosivos na zona sul de Moscou. O tenente-general Fanil Sarvarov estava em seu veículo, um Kia Sorento, quando um dispositivo detonou no estacionamento onde o carro estava parado.
O Comitê de Investigação da Rússia confirmou o óbito e já instaurou um inquérito criminal para apurar o caso, que está sendo tratado formalmente como homicídio.
Quem era a vítima e como ocorreu o ataque
Sarvarov ocupava o cargo estratégico de chefe do departamento de treinamento operacional do Estado-Maior russo. Segundo os relatórios preliminares das autoridades locais, o artefato explosivo foi instalado sob o chassi do automóvel e acionado no momento em que o militar estava no veículo.
Apesar de ter sido socorrido e levado a uma unidade de saúde, o general não resistiu à gravidade dos ferimentos.
Embora Kiev ainda não tenha se manifestado oficialmente, o governo russo trabalha com a hipótese de uma operação coordenada por serviços de inteligência ucranianos. Esta linha de investigação ganha força devido ao histórico recente de ataques semelhantes em solo russo desde o início da guerra, em fevereiro de 2022.
Histórico de ataques a altas patentes em Moscou
O incidente com Sarvarov não é um caso isolado. A segurança interna da Rússia tem sido testada por uma série de atentados contra figuras ligadas ao Kremlin:
- Abril de 2025: O general Yaroslav Moskalik, vice-chefe da Diretoria de Operações, morreu em circunstâncias quase idênticas nos arredores da capital.
- Dezembro de 2024: Igor Kirilov, comandante de defesa química e biológica, faleceu após a explosão de um patinete elétrico — ataque que foi, na época, reivindicado pelo SBU (Serviço de Segurança da Ucrânia).
- Agosto de 2022: A morte de Darya Dugina, filha do ideólogo Alexander Dugin, em uma explosão de carro, marcou o início desta escalada de violência direcionada a figuras públicas próximas ao governo de Vladimir Putin.
A recorrência desses episódios tem elevado o estado de alerta em Moscou e intensificado o debate sobre a vulnerabilidade de oficiais de alto escalão em áreas urbanas longe da linha de frente do conflito.



