A capital do Rio Grande do Sul se prepara para receber uma nova unidade da rede pública de ensino após mais de uma década sem obras do tipo. A Porto Alegre lançou edital de licitação para a construção da Escola Municipal de Educação Básica Recanto do Sabiá, com investimento estimado em quase R$ 15 milhões.
De acordo com o projeto apresentado pela prefeitura, a nova escola será implantada na rua Ricardo Belisário da Silva, no bairro Mário Quintana, uma das regiões que concentram demanda crescente por vagas na rede municipal.
A unidade terá 4.912,17 metros quadrados de área construída, distribuídos em oito blocos térreos, além de espaços administrativos, áreas pedagógicas e um ambiente coberto para atividades escolares.
Recursos virão do Novo PAC com contrapartida municipal
O valor total previsto para a obra é de R$ 14.876.134,09. O financiamento será feito por meio do Novo PAC, com recursos operados pela Caixa Econômica Federal.
A prefeitura de Porto Alegre participará com uma contrapartida de R$ 3.105.364,71. A sessão de licitação está marcada para o dia 26 de janeiro.
Caso a obra seja efetivamente executada, esta será a primeira escola pública municipal construída em Porto Alegre nos últimos 12 anos. A iniciativa representa um marco para a expansão da infraestrutura educacional da capital, especialmente em áreas com maior vulnerabilidade social.
Etapas de ensino ainda serão definidas
Segundo a prefeitura, as etapas de ensino que serão ofertadas na nova unidade ainda passarão por definição, levando em consideração as necessidades da região no período mais próximo à conclusão da obra.
A expectativa é de que a escola atenda a Educação Infantil (Pré-Escola) e os anos iniciais do Ensino Fundamental, com capacidade para beneficiar mais de 300 estudantes.
Secretaria de Educação destaca impacto social do projeto
O secretário municipal de Educação, Leonardo Pascoa, afirmou que a construção da nova escola vai além da ampliação física da rede e representa um investimento social estratégico.
Segundo ele, a iniciativa busca garantir equidade, justiça social e acesso à educação de qualidade, especialmente para crianças que vivem em territórios com maior carência de equipamentos públicos, com previsão de estrutura adequada e ensino em tempo integral.



