A ativista sueca Greta Thunberg voltou a ser detida pela polícia britânica nesta terça-feira (23), em Londres. Desta vez, a prisão ocorreu durante um ato em apoio à causa palestina. De acordo com informações do grupo Prisoners for Palestine, a ativista de 22 anos foi abordada pelas autoridades sob a acusação de violar a Lei Antiterrorismo do Reino Unido.
O motivo da prisão
A prisão de Greta Thunberg ocorreu porque, segundo a polícia britânica, ela exibia um cartaz em apoio a um grupo considerado ilegal no Reino Unido, o que pode configurar infração à Lei Antiterrorismo do país. As autoridades afirmaram que a mensagem demonstrava apoio à Ação Palestina, organização classificada como terrorista pelo governo britânico, o que fundamentou a abordagem e a detenção durante o protesto.
Além da ativista, outros manifestantes também foram detidos. De acordo com a prefeitura de Londres, pelo menos duas pessoas foram presas por atos de vandalismo, após jogarem tinta vermelha em um prédio durante a manifestação. Posteriormente, uma jovem de 22 anos também foi detida por exibir um cartaz de apoio à mesma organização proibida.
O protesto fazia parte de uma mobilização pró-Palestina e teve como alvo simbólico um edifício ligado a uma seguradora que, segundo os organizadores, presta serviços a uma empresa israelense do setor de defesa. As autoridades seguem avaliando se os detidos responderão formalmente a acusações ou se serão liberados após os procedimentos policiais.
Histórico de confrontos judiciais
Greta foi detida diversas vezes nos últimos anos, sobretudo em manifestações ambientais e políticas na Europa. As detenções ocorreram, em geral, durante protestos contra:
- mudanças climáticas e uso de combustíveis fósseis
- expansão de minas e infraestrutura energética
- conflitos armados, como o atual embate entre Israel e Palestina
Em 2024, no Reino Unido, Greta foi absolvida de uma acusação de perturbação da ordem pública relacionada a um protesto em Londres. Na decisão, o juiz entendeu que a polícia não tinha base legal suficiente para realizar a prisão, tornando a ação inválida.
Em outubro de 2025, Greta foi detida por autoridades israelenses ao integrar a Flotilha Global Sumud, grupo de embarcações ativistas que tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Ela foi detida junto com centenas de ativistas e posteriormente deportada, sem condenação judicial.
Resposta e contexto
A prefeitura de Londres confirmou as prisões, destacando que uma das detidas responderá especificamente por exibir material de apoio a uma organização proibida pela lei local.
Israel, por sua vez, nega de forma contundente todas as alegações de genocídio levantadas por grupos ativistas, afirmando que suas operações militares visam a defesa nacional.



