A Polícia Civil de São Paulo cumpriu, na manhã desta quinta-feira (6), uma nova etapa da operação que mira um esquema de produção e comercialização de bebidas alcoólicas falsificadas. A ofensiva acontece na capital, em cidades do interior — como Americana, Marília, Taquaritinga, Sertãozinho e Matão — e também em Londrina, no Paraná, totalizando 17 mandados de busca e apreensão. Ver Mais Médicos: novo processo seletivo da SES-MA abre cadastro de reserva no estado.
Operação Parece, mas não é
Essa é a quarta fase da “Operação Parece, mas não é”, iniciada em janeiro e que segue em andamento mesmo antes dos recentes casos de intoxicação por metanol registrados no estado. De acordo com as investigações, o grupo alvo da ação movimentava um esquema milionário de falsificação, no qual bebidas de baixa qualidade eram envasadas em garrafas de marcas conhecidas para aumentar o lucro com a venda ilegal.
O delegado Alexandre Bento, titular do 42º Distrito Policial, explicou que a quadrilha era organizada e dividia funções entre seus integrantes, desde a produção clandestina até a distribuição das bebidas adulteradas.
A fase anterior da operação resultou na prisão de Alerrandro Adriano de Andrade Araujo, conhecido pelos investigadores como o “rei do uísque”, apontado como um dos principais distribuidores de bebidas falsas em São Paulo. Em etapas anteriores, outro suspeito, Anderson Alex da Silva, já havia sido detido — com ele, os agentes encontraram cerca de 3 mil garrafas prontas para circulação.
A Polícia Civil continua investigando a extensão da rede criminosa e reforça que o consumo de bebidas adulteradas pode causar intoxicação grave, especialmente quando há presença de metanol, substância associada a sequelas neurológicas e casos de perda temporária ou permanente da visão.



