Professor de direito enfrenta acusações de abuso e exploração sexual de menores

🕓 Última atualização em: 09/05/2026 às 12:02

Um professor universitário da área de Direito, Cordovil Antonio Nogueira Martins, de 78 anos, enfrenta acusações gravíssimas de violência sexual e aliciamento de menores no Rio de Janeiro. Preso desde março, o caso ganhou notoriedade pela quantidade de material pornográfico encontrado em seus dispositivos e pela alegação de que ele se aproveitava de sua posição para abordar as vítimas.

As autoridades iniciaram as investigações após receberem informações de organismos internacionais sobre conteúdo ilegal envolvendo menores armazenado em dispositivos eletrônicos ligados ao suspeito. A Polícia Civil identificou milhares de arquivos com conteúdo sexual infantil, indicando um padrão de comportamento predatório.

Até o momento, três vítimas foram identificadas, com idades entre 10 e 17 anos. O Ministério Público (MPRJ) formalizou a denúncia à Justiça, solicitando a conversão da prisão temporária em preventiva e uma indenização de R$ 500 mil por vítima.

Detalhes da Investigação e a Vulnerabilidade das Vítimas

A investigação revelou que o professor se aproximava das vítimas oferecendo presentes, dinheiro e outros benefícios. A proximidade estabelecida, combinada com a vulnerabilidade social das famílias atendidas no Núcleo de Prática Jurídica da universidade onde lecionava, criava um ambiente propício para a exploração. É importante ressaltar que, pela legislação brasileira, qualquer ato libidinoso com menores de 14 anos é considerado estupro de vulnerável, não havendo a possibilidade de consentimento.

A Polícia Civil apreendeu mais de 8.000 arquivos contendo imagens e vídeos de conteúdo sexual envolvendo crianças e adolescentes no celular do acusado. A quantidade e a natureza do material apreendido sugerem um comportamento compulsivo e indicam a possibilidade de existirem outras vítimas ainda não identificadas.

O Impacto na Comunidade Acadêmica e a Busca por Justiça

A notícia do envolvimento de um professor universitário em crimes tão hediondos causou grande choque na comunidade acadêmica e na sociedade em geral. O caso levanta questionamentos sobre os mecanismos de controle e fiscalização nas instituições de ensino superior, bem como a necessidade de fortalecer as políticas de proteção à infância e à adolescência. É fundamental que a Justiça seja feita e que as vítimas recebam o apoio necessário para superar o trauma.

O Ministério Público solicitou à Justiça a conversão da prisão temporária em preventiva e solicitou indenização mínima de R$ 500 mil para cada vítima identificada. O caso segue em investigação e a expectativa é que o julgamento ocorra o mais breve possível, garantindo a responsabilização do acusado e o amparo às vítimas e suas famílias.

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