Paraná tem domingo de temporais com Curitiba sob alerta de alagamentos

🕓 Última atualização em: 01/02/2026 às 20:38

O estado do Paraná enfrenta um período de instabilidade climática, com previsão de chuvas intensas e descargas elétricas em diversas regiões. As autoridades de saúde pública estão em alerta para os potenciais impactos na saúde da população, incluindo o aumento de doenças transmitidas pela água e o risco de ferimentos relacionados a alagamentos e tempestades.

Segundo o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), a instabilidade atmosférica deve persistir, com pancadas de chuva a qualquer momento do dia e distribuição espacial irregular. A população deve estar atenta aos avisos meteorológicos e seguir as orientações da Defesa Civil para minimizar os riscos.

Em algumas cidades, como Loanda, Maringá e Guaíra, já foram registradas rajadas de vento superiores a 65 km/h. A combinação de vento forte e chuva intensa pode causar quedas de árvores, destelhamentos e interrupção no fornecimento de energia elétrica.

Impactos Diretos e Indiretos na Saúde

As chuvas torrenciais elevam o risco de leptospirose, uma doença infecciosa transmitida pela urina de ratos, especialmente em áreas urbanas com saneamento precário. O contato com água contaminada durante enchentes e alagamentos pode levar à infecção. As autoridades sanitárias recomendam evitar o contato com água ou lama de enchentes e, caso seja inevitável, utilizar botas e luvas de borracha.

Além disso, o aumento da umidade e das temperaturas elevadas cria um ambiente propício para a proliferação de mosquitos transmissores de dengue, zika e chikungunya. A população deve intensificar as medidas de prevenção, como eliminar focos de água parada em recipientes e utilizar repelentes.

Os desastres naturais, como alagamentos e deslizamentos, também podem causar traumas físicos, como fraturas, contusões e ferimentos. As equipes de resgate e os serviços de emergência estão preparados para atender às vítimas e prestar os primeiros socorros.

Medidas Preventivas e Resposta à Crise

A Secretaria de Estado da Saúde (SESA) está monitorando a situação epidemiológica e reforçando as ações de vigilância em saúde. Os municípios estão sendo orientados a intensificar as medidas de prevenção e controle de doenças transmitidas pela água e por vetores, além de garantir o acesso da população aos serviços de saúde.

É fundamental que a população adote medidas de autoproteção, como evitar áreas de risco durante as tempestades, não atravessar ruas alagadas e desligar aparelhos elétricos em caso de inundação. Em caso de emergência, acione a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

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