Paraná sedia segunda edição do Festival Boitatá de cinema de horror

🕓 Última atualização em: 08/05/2026 às 16:24

A cidade de Matinhos, no litoral paranaense, se prepara para sediar a segunda edição do Festival Boitatá – Festival Paranaense Itinerante de Cinema de Horror. O evento, com entrada gratuita, promete agitar o cenário cultural local entre os dias 14 e 16 de maio, oferecendo uma programação diversificada que inclui exibições de filmes, palestras e uma masterclass focada no horror negro no cinema. O festival visa democratizar o acesso ao cinema de horror e fomentar o debate sobre a produção audiovisual brasileira contemporânea.

O Festival Boitatá se destaca por sua proposta de itinerância, buscando descentralizar o acesso à cultura e promover o cinema de gênero em diferentes regiões do estado do Paraná. Ao levar o evento para Matinhos, a organização demonstra um compromisso em alcançar públicos diversos e impulsionar o desenvolvimento cultural local. A escolha da UFPR Litoral como sede reforça a importância da parceria entre a academia e a produção cultural.

Além das exibições, o festival oferece oportunidades de aprendizado e troca de experiências. A palestra sobre desenvolvimento de roteiro, ministrada por Joel Schoenrock e Thaynan Rodrigues, abordará o processo criativo por trás da série “Sussurros da Cerâmica”, inspirada em lendas urbanas. Já a masterclass de Tati Regis explorará a evolução do horror negro no cinema, analisando como as representações de raça e memória se manifestam no gênero.

Horror Negro e a Relevância da Representatividade no Cinema

A inclusão da masterclass “Monstros, Raça e Memória: panoramas do horror negro no cinema” na programação do Festival Boitatá evidencia a crescente importância da discussão sobre representatividade e diversidade no audiovisual. O horror negro, um subgênero que tem ganhado destaque nos últimos anos, oferece uma plataforma para explorar questões raciais, sociais e políticas através de narrativas envolventes e perturbadoras.

Ao analisar a evolução do horror negro, Tati Regis, ministrante da masterclass, propõe uma reflexão sobre como as relações entre monstros, raça e memória refletem disputas de representação e as complexas heranças do imaginário colonial. Essa abordagem crítica e engajada contribui para a desconstrução de estereótipos e para a promoção de narrativas mais inclusivas e representativas da diversidade da sociedade brasileira.

A programação do festival conta ainda com a presença de importantes nomes do cinema de horror brasileiro, como Rodrigo Aragão, diretor de “Mangue Negro”, e Petter Baiestorf, cineasta e curador. A participação desses profissionais renomados enriquece o evento, proporcionando ao público a oportunidade de interagir com os criadores e conhecer os bastidores da produção cinematográfica.

O Impacto do Festival Boitatá no Cenário Cultural Paranaense

O Festival Boitatá se consolida como um importante evento para o fomento do cinema de horror no Paraná, impulsionando a produção local e ampliando o acesso do público a obras que, muitas vezes, não encontram espaço nos circuitos comerciais. Ao promover exibições, debates e atividades formativas, o festival contribui para a formação de novos talentos e para o fortalecimento da cena audiovisual paranaense.

A iniciativa de itinerância do festival é fundamental para democratizar o acesso à cultura e levar o cinema de horror para diferentes regiões do estado. Ao descentralizar as atividades, o Festival Boitatá alcança públicos diversos e contribui para a valorização da identidade cultural local, incentivando a produção de filmes que reflitam as particularidades e os desafios das comunidades paranaenses. A parceria com a UFPR Litoral demonstra o compromisso com a educação e a pesquisa, fortalecendo o elo entre a academia e o setor cultural.

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