Onça é atropelada na BR 376 no Paraná; animal não resiste

🕓 Última atualização em: 30/05/2026 às 12:18

A morte de uma onça-parda, Puma concolor, atropelada na BR-376, próximo a Tibagi, nos Campos Gerais do Paraná, reacende o debate sobre os crescentes riscos que a expansão urbana e o aumento do tráfego rodoviário representam para a fauna brasileira. O incidente, ocorrido na manhã de sábado, demonstra a urgência de medidas de mitigação para proteger a biodiversidade em áreas de interface entre ecossistemas naturais e infraestrutura humana.

A ocorrência, atendida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pelo Corpo de Bombeiros, mobilizou também um veterinário, mas infelizmente o animal não resistiu aos ferimentos. A onça-parda, também conhecida como puma ou suçuarana, é um felino de grande porte, nativo das Américas, e desempenha um papel crucial no equilíbrio dos ecossistemas onde habita, atuando como predador de topo de cadeia.

A região dos Campos Gerais, onde o atropelamento ocorreu, é um importante corredor ecológico para a espécie. A fragmentação de habitats, causada pela construção de estradas e pelo avanço da agricultura, força os animais a se deslocarem por áreas de risco, aumentando a probabilidade de acidentes.

O aumento da frequência desses incidentes tem gerado preocupação entre ambientalistas e pesquisadores, que alertam para a necessidade de ações preventivas e corretivas.

Medidas de Mitigação Urgentes

Para evitar que outros animais selvagens sejam vítimas do tráfego rodoviário, especialistas defendem a implementação de diversas medidas, incluindo a construção de passagens de fauna, a instalação de redutores de velocidade em áreas de maior ocorrência de animais silvestres e o desenvolvimento de campanhas de conscientização para motoristas.

As passagens de fauna, estruturas que permitem que os animais atravessem as estradas com segurança, são consideradas uma das soluções mais eficazes. Existem diferentes tipos de passagens, como as subterrâneas (túneis) e as aéreas (pontes), que podem ser adaptadas às características de cada região e às necessidades das diferentes espécies.

Além disso, o monitoramento constante das áreas de maior risco é fundamental para identificar padrões de movimentação dos animais e implementar medidas específicas de proteção. A utilização de câmeras de monitoramento e o rastreamento por GPS podem fornecer informações valiosas para a gestão da fauna silvestre.

A conservação dos habitats naturais também é essencial para garantir a sobrevivência das onças-pardas e de outras espécies. A criação de unidades de conservação e a implementação de políticas de uso sustentável do solo podem contribuir para a preservação da biodiversidade e para a redução dos conflitos entre humanos e animais.

O Papel das Políticas Públicas e da Conscientização

A efetividade das medidas de mitigação depende, em grande parte, do engajamento do poder público e da sociedade civil. É fundamental que o governo invista em pesquisa científica, planejamento territorial e fiscalização ambiental. A criação de leis mais rigorosas e a aplicação de sanções para quem praticar crimes contra a fauna também são importantes para dissuadir comportamentos de risco.

Paralelamente, é necessário investir em educação ambiental e em campanhas de conscientização para informar a população sobre a importância da conservação da biodiversidade e sobre os riscos que a expansão urbana representa para a fauna silvestre. A mudança de comportamento dos motoristas, que devem dirigir com mais atenção e respeitar os limites de velocidade, é fundamental para reduzir o número de atropelamentos.

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