A detecção precoce do câncer de mama é crucial para aumentar as chances de tratamento bem-sucedido. Novas diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), a crescente conscientização sobre a importância do autoexame e a precisão da mamografia, exame de imagem fundamental, colocam o tema em destaque. Apesar dos avanços, persistem dúvidas e mitos que precisam ser desfeitos para promover a saúde da mulher e combater a doença.
O câncer de mama, embora com maior incidência em mulheres acima dos 50 anos, pode ocorrer em qualquer idade. Por isso, a atenção aos sinais e sintomas, como nódulos, alterações na pele da mama ou secreção no mamilo, é indispensável. A seguir, vamos explorar as recentes mudanças nos protocolos do SUS e desmistificar algumas crenças populares sobre a mamografia.
A mamografia, um exame radiológico que permite visualizar as estruturas internas da mama, é a principal ferramenta para o rastreamento do câncer de mama. A detecção precoce, possibilitada pela mamografia, aumenta significativamente as chances de cura e permite tratamentos menos invasivos.
Entendendo as Novas Diretrizes do SUS para a Mamografia
Em 2025, o Ministério da Saúde atualizou as diretrizes para o rastreamento do câncer de mama no SUS. A principal mudança foi a recomendação de mamografia a cada dois anos para mulheres entre 50 e 74 anos. Além disso, mulheres entre 40 e 49 anos agora têm acesso ao exame, mesmo sem sintomas, mediante avaliação médica e decisão compartilhada, considerando os riscos e benefícios individuais.
A decisão de ampliar o acesso à mamografia para a faixa etária de 40 a 49 anos, mesmo sem sintomas, reflete a crescente preocupação com o diagnóstico precoce em mulheres mais jovens. Essa medida busca atender às particularidades de cada caso, levando em consideração fatores como histórico familiar, densidade mamária e outros fatores de risco. É crucial ressaltar que a avaliação médica individualizada é fundamental para determinar a necessidade e a frequência do exame.
É importante salientar que, independentemente da idade ou das diretrizes de rastreamento, qualquer sinal ou sintoma suspeito na mama deve ser investigado imediatamente por um profissional de saúde. O autoexame, embora não substitua a mamografia, é uma ferramenta importante para o autoconhecimento do corpo e a identificação de alterações.
Desmistificando Crenças Populares Sobre a Mamografia
Muitos mitos cercam a mamografia, alimentando o medo e a hesitação em realizar o exame. Um dos mais comuns é a crença de que a mamografia pode causar câncer devido à radiação. No entanto, a dose de radiação utilizada na mamografia é extremamente baixa e os benefícios da detecção precoce superam em muito os riscos teóricos da exposição à radiação.
Outro mito frequente é que a compressão da mama durante o exame pode ser dolorosa ou até mesmo espalhar células cancerosas. A compressão é necessária para obter imagens de alta qualidade e reduzir a dose de radiação. Embora possa causar desconforto, a dor geralmente é suportável e não há evidências de que a compressão possa espalhar células cancerosas. É fundamental conversar com o técnico em radiologia sobre suas preocupações e solicitar o uso de técnicas de compressão mais suaves, se necessário.



